Ilha do Mel

 

 

 

 

 

 

Aconteceu
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Aspectos Gerais

Ilha do Mel

A Ilha do Mel localiza-se na entrada da Baía de Paranaguá, na região central do litoral paranaense. Encontra-se vinculada ao município de paranaguá, estando sua jurisdição e proteção a encargo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A administração é feita por um conselho gestor composto por representantes do governo estadual e municipal, da Batalhão da Polícia Militar-Força Verde e de diversas associções comunitárias.

Com uma área de 2.762 ha, 93% do seu território estão cobertos por uma Estação Ecológica e um Parque Estadual.


Formação
Ilha do Mel

O estado de conservação da Ilha do Mel é ainda muito bom. Já em 1975, a Ilha foi tombada pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná, como patrimônio arqueológico, etnográfico e paisagístico. Em 1981 foi elaborado o primeiro plano de manejo, no qual estabeleceu um zoneamento para áreas de ocupação e de preservação. Da área total da Ilha, 2.586,48 há (93.71%) são destinados a preservação, onde encontra-se a Estação Ecológica e as áreas de proteção permanentes, como dunas, manguezais restingas e morros. A Ilha também integra a Reserva da Biosfera.

Este estado de conservação da Ilha, junto aos outros atrativos e a melhora da infra-estrutura turística nos últimos 10 anos, foi rapidamente divulgado pela mídia e agencias de viagens, promovendo um grande fluxo de pessoas, chegando ser, em certos momentos, desorganizado. Essa desorganização estimula um processo de degradação do ambiente, com invasões a áreas protegidas, problemas com a produção excessiva de lixo e o destino dos efluentes domésticos, conflitos com a comunidade nativa, a perturbação da fauna e flora e a quebra da tranquilidade do local. Esses problemas acabam por depreciar as características ambientais naturais da Ilha, acarretando consequentemente, em uma diminuição na procura por parte dos visitantes, trazendo grandes prejuízos à população local e os comerciantes. Só a regulamentação e a aplicação de Planos de Manejo podem resolver e reverter tais situações.


Origem do Nome
Ilha do Mel

Hans Staden parece ter sido o primeiro a citar o nome "Ilha do Mel" em seus textos em meados do século XVI, indicando o local como sendo a Ilha da Farinha (farinha em alemão é mehl), pois os ocupantes plantavam mandioca para a obtenção da mesma. O nome permaneceu e em 1653 já aparece em uma das primeiras cartas náuticas da região, elaborado por João Teixeira Albbernas.

Mas, conversando com moradores da ilha é possível se escutar várias versões para o nome Ilha do Mel. A começar pela própria exploração do mel silvestre feita pelo povo que primeiro ocupou a região. Os piratas a chamavam com esse nome para não chamar a atenção dos tesouros escondidos na Gruta das Encantadas. Até o final do século passado, a Ilha era conhecida como “Ilha da Baleia” em função do morro de mesmo nome, onde se encontra a fortaleza. Fala-se também em um cartógrafo chamado Henry Mehl que por aqui passou na época do descobrimento. Pode ser da cor caramelizada da água que escorre da mata para a praia. Ou que marinheiros aposentados que viviam na Ilha e dedicavam-se à apicultura, produzindo uma quantidade tamanha de mel que chegaram a exportar o produto até os anos 60. Antes da segunda Guerra Mundial a ilha era conhecida coma a ilha do Almirante Mehl que se dedicou à apicultura e cujo família lá freqüentava.


Atrativos
Ilha do Mel

A Ilha do Mel possui uma variedade de atrativos, que a colocam junto aos principais pontos turísticos do Paraná, com uma média de visitação anual de 120 mil pessoas.

Em seu pequeno território, a Ilha do Mel reúne diversas características do litoral paranaense destacando-se a paisagem, pouco alterada, com montanhas, planície, baías, ilhas e o mar. São encontradas 19 praias, sendo que algumas são isoladas e não possuem ocupação humana, trazendo a sensação de “lugar selvagem”. Dos 8 morros presentes, alguns possuem caminhos de acesso ao seu cume, possibilitando ao visitante a observação de panoramas de extrema beleza. Duas grutas são encontradas na Ilha, uma no Morro das Encantadas e uma no morro da Baleia. A flora é diversificada e representativa de toda uma região.

O avistamento da fauna é freqüente. Até o momento foram registrados 24 espécies de mamíferos terrestres, 153 espécies de aves, 20 espécies de répteis, 7 espécies de peixes de água doce e 6 espécies de anfíbios. Mamíferos marinhos, visitantes e residentes, são representados por 10 espécies, sendo que a observação mais frequente é a do Boto Cinza. O numero de espécies de invertebrados, tanto marinhos como terrestre não é preciso, mas passa dos milhares. Onze espécies, até agora levantadas, são ameaçadas de extinção, não contando as tartarugas marinhas que usam a ilha somente como ponto de passagem.

Ilha do Mel

Entre os atrativos culturais, é possível a observação do registro da presença dos habitantes da região antes do descobrimento, bem como as construções dos séculos XVIII e XIX. A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres foi a única fortificação do século XVIII a entrar em combate no Brasil, através do episódio conhecido como “Batalha do Cormoram”. O Farol das conchas foi erguido para sinalizar o canal de acesso dos navios ao Porto de Paranaguá, exercendo essa função por quase 100 anos.

A cultura da Ilha é rica em lendas e histórias, como as das ninfas ou sereias na Gruta das Encantadas que atraiam os pescadores, e a do Padre-sem-cabeça que guarda um tesouro na Fortaleza. Atualmente a população da ilha é constituída por nativos, descendentes na sua maioria, da miscigenação entre o índio, o negro africano e o europeu. Os demais moradores vieram em função do turismo, principalmente a partir da década de 80. Atualmente, a população da Ilha do Mel varia de 800 a 1200 moradores, varaindo conforme a época.

A Ilha também é propícia à aventura, com boas condições para o Surf, Snorkling, escalada técnica e rappel, Vôo Livre e Paraglaid, trekking e biking. A pesca esportiva pode ser praticada em seus costões e praias. Dentre os atrativos culturais estão quatro sambaquis, a Fortaleza NªSª dos Prazeres (1769) ao sopé do Morro da Baleia, e o Farol das Conchas (1872) sobre o morro de mesmo nome.

Atualmente, sua população está muito atrelada ao turismo, com poucos nativos proprietários de algum tipo de negócio do setor. Dados demonstram que mais de 80% dos comerciantes da Iha do mel são de fora, e que os investimentos são feitos exclusivamente pelo poder público.


Infraestrutura
Ilha do Mel

Atualmente, a Ilha conta com uma infra-estrutura rústica que se constitui em um Hotel, diversas pousadas, restaurantes e campings, 2 postos de saúde.

A luz elétrica só chegou a Ilha em 1988 com a construção de uma usina termoeléctrica movida a óleo díesel, localizada na Ponta do Cassual. Para esse sistema havia um esquema de racionamento, onde a luz ficava disponível entre as 7 da manhã até as 2 da madrugada do outro dia. Hoje o fornecimento de energia elétrica é contínuo, graças a conexão com o continente por cabo submarino.

O deslocamento entre os lugares da ilha é feito basicamente por caminhos traçados entre a vegetação e pela praia, feito em sua maioria a pé, podendo ser percorrida, em alguns trechos, por bicicleta.

A última e única intervenção turística significativa na Ilha do Mel é de 1996, com as construções dos trapiches em Encantadas e Nova Brasília, a escadaria do Farol, a rampa de acesso e o mirante do Forte, a praça de alimentação em encantadas e a passarela de acesso à gruta. Algumas destas estruturas estão bastante desgatadas, necessitando dereparos.


Acesso
Ilha do Mel

O acesso a Ilha do Mel é feito por mar a partir de Pontal do Sul (25 a 30 min, dependendo do destino) ou Paranaguá (1:30h - dependendo do barco e da maré).

O desembarque ocorre em trapiches nos povoados de Nova Brasília e Encantadas. Também se observa o desembarque na praia em alguns pontos.


Dicas Importantes

Para melhor aproveitar a sua estadia na Ilha do Mel, oferecemos as seguintes dicas:

  • A Ilha possui um controle de capacidade de carga para 5.000 pessoas dia. Portanto, antes de se deslocar, verifique junto aos órgãos competentes essa situação, para não chegar no embarque e ficar retido.
  • Também reserve com antecedência a sua pousada ou camping se vier em época de temporada ou feriados prolongados.
  • Programe-se para ficar mais de um dia na ilha para melhor conhecer e aproveitar seus atrativos. Entre as luas novas de novembro e dezembro, ocorre o período de botucas (moscas que se servem do sangue alheio). Traga roupas para proteger braços, pernas e pescoço.
  • Lembre-se que da lua nova de novembro até a lua nove de dezembro é o período das botucas (moscas hematófogas), e por isso é importante trazer calça e camisa de manga longa. Elas são de hábito diurno, aprecendo em enxames, do amanhecer ao entardecer. Elas são mais frequentes na porção da Estação Ecológica, onde a mata é mais densa. para saber mais sobre as botucas no Paraná, veja o artigo Turcatel et al, 2007
  • E, por último, procure adotar os princípios do mínimo impacto, aumentando a sua contribuição com a conservação do local.
Princípios do Mínimo Impacto
  • Planejamento é fundamental;
  • Você é responsável pela sua segurança;
  • Cuide das trilhas e dos locais de acampamento;
  • Traga o seu lixo de volta;
  • Deixe cada coisa em seu lugar;
  • Não faça fogueiras;
  • Respeite animais e plantas;
  • Seja cortês com a comunidade local e os outros visitantes.


Localize-se
Ilha do Mel
Bibliografia
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